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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: P. leucophthalmus

Nome Científico

Psittacara leucophthalmus
(Statius Muller, 1776)

Nome em Inglês

White-eyed Parakeet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Periquitão

O periquitão (Psittacara leucophthalmus), também conhecido por periquitão-maracanã, aratinga-de-bando, é uma ave da ordem Psittaciformes, família Psittacidae. Apresenta outros nomes populares como: araguaí e maritaca (São Paulo e Minas Gerais), araguari, aratinga, arauá-i, aruaí, cravo, guira-juba, maracanã, maracanã-malhada, maricatã (Minas Gerais).
Não é considerada como sendo ameaçada, embora o comércio internacional (tráfico) venha afetando suas populações.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) psittakë = papagaio; e kara = cabeça; e do (grego) leucophthalma, leucophthalmos, leucophtalmus = olho branco; leukos = branco e ophthalmos = olho. ⇒ (Ave) com cabeça de papagaio e olho branco.

Características

Possui a cabeça com forma “oval”. Coloração geral verde com os lados da cabeça e pescoço com algumas penas vermelhas, apenas as coberteiras inferiores pequenas da asa são vermelhas, sendo as grandes inferiores amarelas, chamando muito a atenção em voo, região perioftálmica nua e branca, íris laranja, bico cor de chifre clara, pés acinzentados. Tamanho médio de 30 á 32 centímetros. O peso varia entre 140 e 171 gramas. Nos jovens as penas vermelhas da cabeça e sob as asas são ausentes, sendo de cor verde.

Quando em bando vocaliza de forma bem característica.

Subespécies

Possui três subespécies reconhecidas:

(Clements checklist, 2014).

Fotos das subespécies de Aratinga leucophthalmus  
(ssp. leucophthalmus) (ssp. callogenys) (ssp. nicefori)
     

Indivíduos com plumagem lutina

O que é luteinismo?
Luteinismo é a ausência total da melanina, porém presença de pigmentos amarelos e/ou avermelhados. Portanto a ave apresenta-se geralmente amarela, além de possuir olhos vermelhos. Um erro comum é achar que, em psitacídeos, os pigmentos responsáveis pela coloração amarela ou vermelha são os carotenóides comuns em diversas espécies de aves. Porém, os psitacídeos apresentam outro tipo de pigmentos amarelos nas penas: a psitacofulvina.

Indivíduo apresentando cianismo

O cianismo consiste na perda dos pigmentos que geralmente dão cor amarela, vermelha ou laranja às penas. Nesse caso, o indivíduo passa a apresentar apenas a melanina, restando principalmente a cor estrutural azul. É mais comum em Psittacidae, já que eles normalmente apresentam coloração verde formada pela combinação da cor amarela proveniente da psitacofulvina combinado à cor estrutural azul proveniente da melanina.

Alimentação

O periquitão-maracanã se alimenta principalmente de frutos e sementes.

Reprodução

Os casais nidificam isoladamente em ocos de pau, palmeiras de buriti, paredões de pedra, e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Mantêm-se discretos quando nidificam em habitações, chegando e saindo do ninho silenciosamente e esperando pousados em árvores até que possam voar para o ninho sem serem percebidos. Como a maior parte dos psitacídeos, não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação. Quando nidificam em habitações, costumam roer fios e causar curto-circuitos.

Hábitos

Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de buriti nas planícies, até 2500 metros. Não frequenta regiões com rios de águas escuras, e em geral encontra-se em terras baixas. Voa em bandos de 5 a 40 indivíduos. Dorme coletivamente em variados lugares. É muito frequente em áreas urbanas como do Rio de Janeiro, onde passam voando em bandos grandes fora do período de reprodução.

Distribuição Geográfica

Ocorre em quase todo o Brasil, sendo encontrado desde em florestas até cidades. É uma ave adaptável a ambientes alterados pelo homem e em alguns locais pode ser considerada uma espécie sinantrópica. É encontrado a leste dos Andes, estendendo-se até o litoral, e desde a Colômbia e Venezuela até o norte da Argentina e Uruguai, incluindo parte da Amazônia.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos